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Alberto Pedroso

Nome do produtor
Alberto da Fonseca Pedroso. 1930-2011

Âmbito e conteúdo
O arquivo de Alberto Pedroso evidencia o interesse pela investigação sobre a história portuguesa no século XX, em particular do movimento sindical e operário e algumas correntes culturais e políticas, reunindo os seus estudos no contexto de trabalhos jornalísticos, e publicação de livros e projetos para temas de investigação que deixou inéditos (secção Investigação e estudos históricos).
A curiosidade de Alberto Pedroso sobre temas políticos e sociais levou-o a colecionar documentos de outras proveniências no âmbito das suas investigações, oferecidos por pessoas com quem confraternizou, ou aos quais acedeu mediante autorização dos herdeiros, que acabaram por integrar o seu próprio arquivo (secções Alexandre Vieira, António Augusto Ferreira de Macedo, César Anjo, Maria Elsa Anjo de Faria, Pedro Soares e outros).
A secção relacionada com a "Seara Nova" demonstra a hibridez resultante da reunião de documentação produzida no âmbito da atividade da revista e da editora, em diversos períodos da sua existência, com documentos que lhe foram agregados por Alberto Pedroso.
O arquivo inclui também uma coleção de títulos de imprensa e recortes, bem como vários exemplares de livros e outras publicações, de várias proveniências, que foram organizados por Alberto Pedroso.

Datas
1836 — 2006

Nota biográfica
Técnico de contas, jornalista e escritor.
Alberto da Fonseca Pedroso nasceu em Lisboa, a 7 de abril de 1930. Foi casado com Maria Isabel César Anjo, filha do pedagogo e jornalista César Anjo.
Estudou na Escola Comercial Veiga Beirão e no Instituto Comercial de Lisboa, tornando-se técnico de contas.
Fez parte do MUD Juvenil nos seus tempos de estudante e tornou-se depois militante do PCP. Participou nas campanhas eleitorais da Oposição Democrática de 1969 e 1973. Após o 25 de Abril de 1974, colaborou em atividades de dinamização cultural da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa.
Dedicou-se também ao jornalismo e durante vários anos colaborou ativamente na revista “Seara Nova”, chegando a ser administrador da empresa sua proprietária, com o mesmo nome. Nas páginas desta revista publicou inúmeros artigos, abordando desde questões sindicais a problemas culturais, tendo contribuído para a divulgação de polémicas e de perfis de vários intelectuais portugueses. Escreveu igualmente para as revistas “Vértice” e “História” e para diversos jornais, entre os quais o “República”, o “Diário de Lisboa”, “O Diário” e “Notícias da Amadora”.
A par da atividade profissional e do jornalismo, interessou-se pela investigação histórica, em particular pelo estudo do movimento operário e sindical e o papel de algumas personalidades na história da cultura portuguesa contemporânea. Em conjunto com António Ventura publicou os livros “Emílio Costa e o sindicalismo: da formação libertária à Casa Sindical” (1977) e “Alexandre Vieira: 30 anos de sindicalismo em Portugal” (1985), e, em colaboração com a esposa, Maria Isabel César Anjo, o livro “Pequenas biografias de gente grande” (1986). Publicou também os livros “Raul Proença: panfletário e jornalista de folhas clandestinas” (1984), “Jaime Cortesão. 13 cartas do cativeiro e do exílio” (1987), e “Bento de Jesus Caraça - semeador de cultura e cidadania: inéditos e dispersos” (2007), e foi responsável pela apresentação do livro editado pela Biblioteca Nacional referente à mostra biobibliográfica de Augusto Casimiro (1989).
Morreu a 1 de janeiro de 2011.

Documentação relacionada
Ligações externas: coleção da revista Seara Nova doada por Alberto Pedroso e Isabel César Anjo ao Centro de Documentação 25 de Abril (Universidade de Coimbra).

Dimensão
83 unidades de instalação

Estado de Tratamento
Parcialmente tratado
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