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Aurélio Augusto de Azevedo
A coleção Aurélio Augusto de Azevedo diz respeito ao período que este passou na então Guiné Portuguesa, como militar. Salienta-se um diário com um registo profundamente humanista, em que Aurélio Augusto de Azevedo regista a visita à quase totalidade do território, ilustrando nas suas páginas impressões do seu dia-a-dia passado numa colónia, à data, em estado de organização bastante incipiente.

Nota biográfica/Institucional
Militar.
Nasceu em Rio Tinto, no Porto, a 29 de março de 1898.
Com apenas 17 anos assentou praça como voluntário e em 1917, sem os 18 anos feitos, ofereceu-se como voluntário para combater em Moçambique. Partiu para a campanha do Niassa a 15 de fevereiro, integrado no grupo de sargentos expedicionários da 30.ª Companhia Indígena da Infantaria.
Atravessou Moçambique desde a cidade de Moçambique a Zumbo na Alta Zambézia, umas vezes de barco, outras a pé, desde a costa até à fronteira com a Rodésia do Norte (atual Zâmbia), onde tinha sido colocado, onde permaneceu até 1920, regressando ao Porto quando terminou a comissão.
Em 1921, voltou a oferecer-se como voluntário, desta vez para a Guiné, onde desempenhou diversos cargos na Repartição do Gabinete do Governador. Atravessou o país, desde Bolama a Farim, de Bissau a Bafatá, chegando às zonas fronteiriças numa tentativa de apaziguar alguns régulos que, instigados pelos franceses, se tinham revoltado.
Regressou a Portugal extremamente doente, com malária, em julho de 1924.
Já no Porto assistiu ao movimento do 28 de Maio de 1926, chefiado pelo marechal Gomes da Costa, ao qual se seguiram o de 3 de Fevereiro, o de 27 de Julho e o de 26 de Agosto.
Em 1926 foi convidado pelo Ministro da Guerra para prestar serviço no Estado-Maior do Exército em Lisboa.
Durante 1938 esteve por diversas vezes para regressar a África em missão especial com o general João de Almeida, o que acabou por não acontecer devido ao início da II Guerra Mundial. Em setembro de 1943 foi promovido a oficial, voltando a ser mobilizado para os Açores e, por indicação do chefe do Estado Maior coronel Aires de Abreu foi colocado na 1ª Repartição em Ponta Delgada, onde desempenhou diversas funções, incluindo o de oficial de cifra. Regressou a Lisboa em 1946.
Permaneceu no Estado-Maior do Exército até se reformar, em 1968.
Foi condecorado com duas medalhas de Comportamento Exemplar, uma medalha da Vitória, uma medalha da Cruz Vermelha Portuguesa, uma medalha por Serviços Distintos, uma medalha de Mérito Militar e duas medalhas da Ordem Militar de Avis (uma com o grau de Cavaleiro em 1952 e outra com o grau de Oficial em 1964). Obteve ainda diversos louvores.
Morreu a 19 de abril de 1974.

Dimensão
1 unidade de instalação

Estado de Tratamento
Integralmente tratado